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Craniopuntura japonesa no alívio imediato da dor em casos de dismenorréia

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Maria Amelia Conde
Silvia Renata Leite Viola

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Artigo elaborado baseado em partes do Trabalho de Conclusão de Curso, Autora do artigo: Profa. Larissa A. Bachir Polloni – CETN

A Dismenorréia é caracterizada por uma severa dor uterina associada a outros sintomas, durante o período menstrual. Apesar de ser muito freqüente, não tem um diagnóstico preciso, o que dificulta estabelecer a real prevalência entre as mulheres.

Sob ponto de vista da medicina ocidental, pode ser primária (decorrente de fenômenos naturais, fisiológicos, que geralmente começam no início do ciclo ovulatório e não é associada a nenhuma desordem orgânica) e secundária (decorrente de causas orgânicas).

O tratamento é paliativo e baseia-se em fatores endócrinos, constitucionais ou pisicógenos associando também analgésicos e antiespasmódicos. Para a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) o Fígado, o Vaso Governador e o Vaso Concepção, são responsáveis pela fisiologia da menstruação. A estagnação de Qi e Xue é a causa patológica mais comum da dismenorréia. A partir das queixas das pacientes é que se determina o tipo de dismenorréia: em Plenitude/Excesso ou Vazio/Deficiência.

O objetivo desse trabalho foi analisar e comprovar a eficácia da técnica de Craniopuntura Japonesa, YNSA, perante a diminuição ou ausência dos sintomas apresentados no período menstrual em mulheres de diversas faixas etárias, promovendo também a redução do uso de medicamentos alopáticos.

No estudo participaram dezesseis mulheres de diferentes faixas etárias, com dismenorréia no momento da intervenção.

 Após a coleta de dados, os sujeitos pontuavam a dor pela Escala Verbal Numérica (EVN), sendo zero ausência de dor e dez a dor máxima e aplicava-se a técnica YNSA, com inserção da agulha na linha D e após dez e quarenta minutos reavaliava-se a dor pela EVN.

Os resultados obtidos em 24 procedimentos realizados foram: 16 casos (66,6%) tiveram completa ausência de dor no final dos quarenta minutos; 4 casos (16,6%) a EVN classificou-se como 1; 2 casos (8,3%) a dor pela EVN no final dos quarenta minutos,foi metade da EVN do inicio do procedimento; e em 2 casos (8,3%) houve resposta pouco significativa. O presente demonstrou resultados favoráveis no uso da linha D (YNSA).

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