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Auriculoterapia e oncologia pediátrica: benefícios da prática alternativa

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Lady Kelly Farias da Silva
Terapeuta Ocupacional – Casa Durval Paiva/Crefito:14295-TO

Atualmente, falar em saúde vai muito além do uso de medicamentos, cada vez mais busca-se tratamentos naturais, que proporcionem bem estar. Visto que o ser humano precisava ser visto de forma holística, as terapias complementares surgiram para integrar vários aspectos relevantes, proporcionando o alcance de uma vida com mais qualidade.

acupuntura auricular, por exemplo, é uma das terapias utilizada, sendo uma das técnicas da Medicina Tradicional Chinesa que visa a harmonização das funções energéticas do organismo, através de estímulos de pontos específicos no pavilhão auricular, buscando ativar os canais e vasos ligados ao corpo, abarcando órgãos, sistemas e membros, que possui ampla comprovação científica de sua eficácia.

Também conhecida como auriculoterapia, utiliza a aplicação de agulhas, sementes de mostarda ou esferas em determinados pontos para várias finalidades, diagnosticando, prevenindo ou tratando diversas doenças físicas e psíquicas, auxiliando a reduzir os efeitos colaterais de alguns medicamentos, assim como, a melhora dos sintomas decorrentes dos vários tipos de doenças, efetivação do equilíbrio, ansiedade, depressão, dentre outros. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu em 1990 o valor da Auriculoterapia, como uma prática eficaz para o diagnóstico e tratamento de diversas condições físicas e emocionais.

Esta técnica pode ser usada de forma independente ou realizada associada ao tratamento convencional. É importante enfatizar que em hipótese alguma se deve abandonar a terapia tradicional, o que deve ser feito é a junção dos tratamentos a fim de aperfeiçoar os resultados.  De acordo com o pesquisador Tsuchiya Nascimento, as práticas alternativas de saúde representam um modelo vasto e heterogêneo de prevenção, diagnóstico e tratamento. Trata-se de uma visão global do ser humano, contrária à percepção fracionada e mecanicista da medicina convencional, a qual se fundamenta em exames tecnológicos muito específicos de cada área.

E quando se fala em crianças e adolescentes em tratamento oncológico, imagina-se a grande mudança que ocorre deste o momento do diagnóstico até a alta do paciente, que vai desde a ruptura e adaptação a uma nova rotina imposta e desconhecida, inseguranças, medos, tempo considerável de hospitalização, exposição a procedimentos invasivos, tanto físicos, quanto emocionais, além da perda da autonomia, neste caso, os pacientes precisam se adaptar a essa nova situação, utilizando estratégias de enfrentamento adequadas.

Os pacientes durante a fase de tratamento oncológico, necessitam de uma abordagem mais humanizada, que cuide não só de seu corpo biológico, mas também da sua subjetividade. Eis que surge a auriculoterapia com intuito de minimizar sintomas e efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, diminuindo o estresse e a ansiedade, aumentando a sensação de bem estar, melhorando assim a qualidade de vida. Na Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, esta terapia também está inserida, através do setor de terapia ocupacional, que após contato com as médicas, obteve a liberação para a associação das terapias em alguns pacientes que, mesmo em fase de tratamento, podem usufruir desta intervenção complementar.

Os benefícios passaram a ser comprovados através de relatos dos próprios pacientes, onde estes destacam a diminuição da intensidade da dor e fadiga crônica, auxílio no equilíbrio emocional, controle da ansiedade e da insônia. Estudos científicos inclusive demonstram a eficácia desta técnica para pacientes que apresentam insônia.

Neste caso, é possível perceber que as práticas complementares como coadjuvantes ao tratamento convencional, auxiliam os pacientes, durante o período de tratamento, buscando equilibrar o indivíduo em sua complexidade e totalidade física, mental e emocional, consequentemente, melhorando a sua qualidade de vida e bem estar.

fonte: Tribuna do Norte

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